Foi um tempo que o tempo não esquece
Que os trovões eram roucos de se ouvir
Todo o céu começou a se abrir
Numa fenda de fogo que aparece
O poeta inicia sua prece
Ponteando em cordas e lamentos
Escrevendo seus novos mandamentos
Na fronteira de um mundo alucinado
Cavalgando em martelo agalopado
E viajando com loucos pensamentos
Sete botas pisaram no telhado
Sete léguas comeram-se assim
Sete quedas de lava e de marfim
Sete copos de sangue derramado
Sete facas de fio amolado
Sete olhos atentos encerrei
Sete vezes eu me ajoelhei
Na presença de um ser iluminado
Como um cego fiquei tão ofuscado
Ante o brilho dos olhos que olhei
Pode ser que ninguém me compreenda
Quando digo que sou visionário
Pode a bíblia ser um dicionário
Pode tudo ser uma refazenda
Mas a mente talvez não me atenda
Se eu quiser novamente retornar
Para o mundo de leis me obrigar
A lutar pelo erro do engano
Eu prefiro um galope soberano
À loucura do mundo me entregar
Esta é uma das tantas magníficas composições do grande mestre Zé Ramalho, cantador e poeta visionário, de fundamental importância à cultura do Brasil. Este paraibano, nascido em Brejo do cruz, é sem dúvida, uma das minhas principais fontes de inspiração.
Zé Ramalho, possui uma visão muito além do seu tempo, é um ser único que tráz consigo uma grande trajetória. Sempre procurando transmitir ao seu público os verdadeiros valores do Universo em suas canções, que quando ouvidas tocam fundo em nossa alma.
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
Canção Agalopada
Postado por
Tuka Borba
às
16:24
Assinar:
Postar comentários (Atom)


0 comentários:
Postar um comentário